Perdidas

Talvez estejamos perdias porque estamos à procura de respostas de quem tem as mesmas perguntas que nós temos. 
Talvez estejamos perdidas porque estamos tentando buscar orientação daqueles que estão indo na contra-mão do curso.
Talvez estejamos perdidas porque continuamos querendo amor daqueles que realmente não nos amam.
Talvez estejamos perdidas porque ouvimos aqueles que não sabem o que é melhor para nós.
Talvez estejamos perdidas porque entre o barulho, o caos, o conselho, as lições e as regras perdemos a nossa voz, perdemos nossa direção e a nós mesmos.
Talvez estejamos confusas porque ouvimos pessoas que não conseguem concordar com nada, pessoas que não pensam ou sentem por mais que por elas façamos.
Talvez tenhamos medo porque nos dizem que precisamos ser fortes e permanecermos calmas e longe de coisas que nos fazem mal.
Talvez não nos sintamos suficientemente aceitáveis  porque até as pessoas que nos amam nos julgam, nos criticam e nem sempre nos entendem.
Talvez precisemos fazer uma pausa.
Precisamos dar um tempo dessas pessoas. 
Talvez precisemos ficar sozinhas para esquecer todas as maneiras pelas quais as pessoas nos olham para que possamos nos ver claramente.
 Talvez precisemos ficar sozinhos para ouvir o nosso silêncio em vez das palavras que as pessoas não dizem quando nos julgam secretamente. 
Talvez precisemos estar sozinhos para descobrir quem somos sem pessoas nos dizendo quem devemos ser.
Talvez não nos sintamos mais fortes porque demos nosso poder aos outros quando não conseguimos confiar em nós mesmos e quando pensamos que eles soubessem  melhor, quando achamos que eles são mais qualificados para tomar nossas decisões.
Talvez estivéssemos perdidas porque deixamos de ser verdadeiras para nós mesmos e tentamos nos ajustar segundo a vida deles. Tentamos pertencer e fazer parte de algo que realmente não pertencemos.
Talvez estejamos perdidas porque ao invés de tentar nos encontrar, nós seguimos a multidão. Seguimos o plano de outra pessoa. Nós seguimos o coração de outra pessoa e nós seguimos a mente de outra pessoa.
Talvez nós só precisemos parar. 

Talvez seja hora de nos colocar em primeiro lugar e acreditar que temos a sabedoria e a coragem que precisamos para seguir nosso próprio plano. Para ouvir nossa intuição. Para uma direção diferente. Para encontrar o lugar que realmente pertencemos. -Liliane Ribeiro

Publicado por

Papo Reto com Liliane Ribeiro

Conselheira, espírito nômade, mediadora, inovadora, despudorada e bem-humorada é assim que me auto-defino. Escrevo o que sinto e o que penso sem a preocupação de agradar ao leitor. Escrevo para seres humanos que amam e querem ser amados sejam eles homens , mulheres, heterossexuais, homossexuais, trans, ricos ou pobres. A linguagem do amor é universal ela não faz distinção de pessoas, basta estar vivo para morrer de amor. Talvez seja exatamente por isto que as pessoas se identificam com a minha linguagem. O meu objetivo é empoderar pessoas para que elas não caiam nas ciladas que a paixão nos prepara e se caírem, que se levantem o mais rápido possível para seguirem a viagem insólita que é a busca do par perfeito.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s