A PERGUNTA

Eu me pergunto até quando continuarei a me apaixonar por alegrias e encantos que me tiram do chão sem a intenção de me levar. Até quando continuarei a cair no conto das palavras que quero ouvir, mas que não são apoiadas por ações. Até quando continuarei a acreditar que talvez da próxima vez seja diferente quando tudo é exatamente a mesma coisa.

Eu me pergunto até quando continuarei a dar chances a pessoas que já fizeram muitas outras pessoas sofrerem. Até quando fecharei meus olhos para não perceber que, se alguém não investir no relacionamento desde o início, provavelmente nunca o fará.

Eu me pergunto se eu continuarei tentando consertar todas as pessoas que não são confiáveis. Eu me pergunto até quando eu vou continuar me cortando em caquinhos para viver tentando juntar as peças quebradas? Eu me pergunto se eu vou aprender que quem continua cortando minhas veias nunca me impedirá sangrar.

Eu me pergunto se algum dia vou parar de acreditar cegamente no meu coração sem nunca perguntá-lo para onde ele está me levando.

Eu me pergunto se eu nunca vou parar de me apaixonar por aqueles que têm muitas opções para escolher e entre elas eu, apenas mais uma. Eu me pergunto se eu nunca perceberei que tudo com eles será curto e temporário.

Eu me pergunto se eu vou encontrar alguém, quem sabe um dia, pronto para viver um grande amor. Mas ao mesmo tempo eu me pergunto até quando me colocarei na posição de mulher rejeitada, destinada a entregar meu coração para pessoas que não estão dispostas a pegá-lo.

Liliane RIibeiro
Autora dos livros “Papo Reto com Liliane Ribeiro
http://a.co/eK8ihfO

“A Mulher Desejada”
À venda na Amazon.com.br/dp/B071R1LQKS

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Publicado por

Papo Reto com Liliane Ribeiro

Conselheira, espírito nômade, mediadora, inovadora, despudorada e bem-humorada é assim que me auto-defino. Escrevo o que sinto e o que penso sem a preocupação de agradar ao leitor. Escrevo para seres humanos que amam e querem ser amados sejam eles homens , mulheres, heterossexuais, homossexuais, trans, ricos ou pobres. A linguagem do amor é universal ela não faz distinção de pessoas, basta estar vivo para morrer de amor. Talvez seja exatamente por isto que as pessoas se identificam com a minha linguagem. O meu objetivo é empoderar pessoas para que elas não caiam nas ciladas que a paixão nos prepara e se caírem, que se levantem o mais rápido possível para seguirem a viagem insólita que é a busca do par perfeito.

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