NÓS MULHERES, CIS, TRANS, BI SOMOS SEMPRE ESQUECIDAS QUANDO O ASSUNTO NÃO É SEXO .

É preciso cobrar dos políticos que eles cumpram aquilo que escrevem. Mesmo os projetos aparentemente simples e baratos não saem nunca do papel. Ou por desinteresse do político eleito ou por descaso com suas eleitoras.

Os candidatos nem sequer incluíram a igualdade de gênero em suas propostas, quando vomitam algo é para não passar em branco é de forma genérica, só para constar.

Espanta-me o fato de que o conceito de igualdade de oportunidades na política ainda seja incômodo. Apesar de nós mulheres representarmos 51,8% da população brasileira, segundo dados do IBGE, a ideia de ocuparmos metade das secretarias de um governo, ou ganharmos em igualdade aos homens é inconcebível.

Quando tocamos nesse assunto recebemos como resposta que isso é “querer demais” e que em “nenhum lugar do mundo as mulheres ocupam metade dos cargo de chefia”. Sinceramente, dói escutar algumas mulheres dizendo que votam em Bolsonaros da vida ou qualquer outro político que ofende e bate em mulheres. Dói porque quando eles humilham ou xingam uma mulher atinge a todas.

Se aumentar o número de mulheres na política “é uma questão mais ligada aos partidos porque no Executivo isso não é uma realidade”. E por que não é?

A Nossa sociedade é machista e extremamente desigual, por isso não existem políticas públicas efetivas para combater a violência contra a mulher e a desigualdade no mercado de trabalho, entre outras questões.

É praticamente impossível a igualdade de gênero, em várias esferas, especialmente na política. Não somos mais crianças para acreditar em príncipes.

Está na cara que o Brasil ainda precisa investir muito em políticas públicas voltadas exclusivamente para as mulheres para termos uma sociedade mais justa.

Assisto o circo dos debates e comícios desapontada – ainda que não surpreenda mais – a falta de propostas de políticas públicas para mulheres: muitas não apontam qualquer medida concreta.

TODOS ELES só lembram da existência de mulheres na área da saúde, limitando-se, por exemplo, a gestantes e câncer de mama ou útero. Embora sejam temas fundamentais, essa abordagem sequer tangencia o machismo presente em nossa sociedade.
É um “me engana que eu gosto”, em vez de desenvolverem propostas capazes de efetivamente combater a desigualdade de gênero – tão forte em todo o país.

O feminicídio sempre esteve presente, agora com a rede social fica mais difícil de esconder. É um atraso perigoso para qualquer sociedade que pretenda se tornar mais justa e democrática.

Aprendi cedo a conviver com a cultura machista, tradicional. Todas nós aprendemos a conviver diariamente com assédios e discriminação de gênero, na rua e no trabalho. A gente se acostuma.
O que não significa que não seja revoltante.

O machismo no Brasil independe de posição social e nível cultural é muito difícil ser mulher e ser tratada com igualdade. Mais difícil ainda é ser uma mulher inteligente, trans , bi ou lésbica. Essa dificuldade é vista dentro de nossas casas, nas rodas de amigos, nas igrejas, etc.
Considero-me uma mulher de sorte. Mas não me calo frente ao extermínio desses políticos que preferem nos ignorar depois da cama.

A falta de políticas públicas claras de programa de governo às eleitoras – é um demonstrativo do descaso.

Mas é preciso continuar debatendo e combatendo diariamente o machismo que ainda é regra no Brasil para que o sonho de uma sociedade justa nunca termine.

Meu nome é Liliane Ribeiro sou jornalista, escritora e executiva pública e em breve esposa de Miriam Ferreira Gomes.

Publicado por

Papo Reto com Liliane Ribeiro

Conselheira, espírito nômade, mediadora, inovadora, despudorada e bem-humorada é assim que me auto-defino. Escrevo o que sinto e o que penso sem a preocupação de agradar ao leitor. Escrevo para seres humanos que amam e querem ser amados sejam eles homens , mulheres, heterossexuais, homossexuais, trans, ricos ou pobres. A linguagem do amor é universal ela não faz distinção de pessoas, basta estar vivo para morrer de amor. Talvez seja exatamente por isto que as pessoas se identificam com a minha linguagem. O meu objetivo é empoderar pessoas para que elas não caiam nas ciladas que a paixão nos prepara e se caírem, que se levantem o mais rápido possível para seguirem a viagem insólita que é a busca do par perfeito.

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